Vamos aprender a fazer uma marafona?

O nosso património será tanto maior quanto mais o soubermos valorizar. E só há uma forma de isso acontecer: promovendo o saber fazer, preservando e divulgando. Essa é uma das funções do Centro de Artes Tradicionais da Idanha-a-Nova.


Portugal tem um património incrível. Neste pequeno retângulo cabe um mundo de sabores, tradições, paisagens e identidades. A raia não é exceção. A sua localização, especificidade meteorológica, lendas e tradições levou a que ao longo dos tempos uma série de produtos surgissem para atestar a identidade e cultura de um povo. Mas o progresso e a evolução, num mundo altamente tecnológico, levou à perda de um saber ancestral. À medida que os artesãos iam deixando as suas artes, o conhecimento de técnicas milenares próprias de cada produto foi-se perdendo.

Adega Antinori nel Chianti Classico: um legado familiar

A ligação da família Antinori aos vinhos remonta há 600 anos atrás. Hoje, vinte e seis gerações depois, Piero Antinori, juntamente com as suas três filhas, ergueu uma obra arquitetónica monumental que é muito mais do que uma adega. Este será um legado familiar.


O vinho vive um momento feliz. Mais do que um produto alimentar, uma herança patrimonial ou uma identidade local, é uma imagem de lifestyle. Embelezaram-se rótulos, plantaram-se vinhas, modernizaram-se adegas e até se construíram algumas tendo como objetivo o enoturismo.

Giuseppe Giusti: o mais antigo produtor de vinagre balsâmico de Modena

O Gran Deposito Aceto Balsamico Giuseppe Giusti é o mais antigo e prestigiado produtor de Modena. Atualmente na 17ª geração, mantém este património secular, a memória e respeito por esta iguaria mundialmente famosa.


Nunca imaginei que existissem provas de vinagres. Mas quando planeei a minha viagem a Modena agendei uma visita ao mais antigo produtor. A primeira loja abriu em 1605 mas já anteriormente a família vendia o vinagre balsâmico em mercados.

Onde comer em Nova Iorque

Comer em Nova Iorque pode ser uma verdadeira dor de cabeça. A oferta, diversidade e procura são gigantescas por isso o melhor é planear com a maior antecedência possível. A reserva prévia é quase sempre obrigatória e alguns restaurantes chegam a ter semanas (e meses) de espera. Estas foram as minhas experiências.


Aldea 
No Aldea, o estrelado restaurante do luso-americano chef George Mendes, serve-se comida de inspiração portuguesa. Bacalhau à brás, arroz de pato, pastéis de nata ou sonhos são algumas das sugestões para quem quer sentir Portugal do outro lado do Atlântico. Os vinhos também não foram esquecidos e na carta encontrei referências do Alentejo, Dão e Douro.

Meatpacking: um bairro cheio de estilo em Nova Iorque

Nunca quis ir a Nova Iorque para ver a Estátua da Liberdade, Times Square ou o Distrito Financeiro. Tinha curiosidade em perceber o quanto era pequena comparada com um arranha céus mas a Nova Iorque que me cativava era a dos prédios baixos, passeios largos e ruas quase desertas. Via isso no cinema e sempre acreditei que retratasse uma cidade real. No Meatpacking, o bairro onde fiquei, encontrei tudo isso e muito mais.


Li há uns anos um artigo acerca da renovação do Meatpacking. Os edifícios outrora ocupados por matadouros foram adquiridos por compradores que pretendiam dar um twist a este bairro industrial e transformá-lo num lugar trendy, sofisticado mas também inclusivo, onde o hipster pudesse coabitar com a mainstream.

Jamie's Italian Lisboa

No Príncipe Real, o Jamie's Italian é mais um exemplo da aposta do chef inglês em expandir a sua conhecida cadeia de restaurantes italianos pelo mundo.


Quando saiu a notícia de que Jamie Oliver ia abrir um restaurante no Príncipe Real, criou-se ainda mais buzz do que o habitual porque a especulação foi enorme. A questão nem era se iria ser ele a cozinhar (não, evidente) mas se pelo menos viria à inauguração. Parece que nem isso aconteceu.
Lá foram os “habituais” dar a boca ao manifesto e em geral as críticas foram positivas. Agora que passou quase um ano fui também conhecer o Jamie's Italian.

Le Coucou: sabores franceses em Nova Iorque

No Soho, Le Coucou, o premiado restaurante de Stephen Starr liderado pelo chef Daniel Rose, apresenta cozinha francesa num ambiente requintado e elegante.


De todos os lugares que visitei em Nova Iorque, o Soho foi dos que mais gostei: das fachadas emblemáticas, das lojas alternativas, com um espírito muito urbano mas sem esquecer o "bairrismo". Foi também no Soho que tive uma das melhores refeições. Depois de vários anos em França, o chef Daniel Rose regressou a Nova Iorque para se continuar a dedicar às iguarias francesas.