18 de agosto de 2016

Berlenga: a ilha das gaivotas

Em Peniche, o arquipélago das Berlengas é uma reserva natural que se tenta manter o mais intocável possível. Aqui quase se sente a natureza em estado puro.

Arquipélago das Berlengas, reserva natural das Berlengas
Tantos foram os relatos que ouvi acerca da beleza das Berlengas que este ano surgiu finalmente a oportunidade de as conhecer. Por razões de segurança e navegabilidade, só estão abertas de 22 de Maio a 15 de Setembro. Uma das coisas que também me disseram é que a viagem por vezes não é fácil e que há momentos em que o barco quase que fica direito. “Que exagero”, pensei, mas pelo sim pelo não levei na mochila uns comprimidos para o enjoo. Apanhei o barco no porto de Peniche e ainda a pensar na agitação marítima optei  pelo “Cabo Avelar Pessoa” por ser um barco grande e conformável. Compra-se logo o bilhete de ida e volta, a horas específicas, para que o lugar esteja assegurado. Atravessar as cerca de 7 milhas demora 50 minutos. Dizem que se tivermos sorte pode-se ver golfinhos mas apenas avistei algumas gaivotas e corvos marinhos de crista. Infelizmente, não havia grande sol mas estava satisfeito pela ondulação calma. O saco que me deram à entrada não foi necessário e os comprimidos continuaram arrumados.
27 de julho de 2016

Burgos: entre o passado e o futuro

Localizada na região de Castilla y Léon, em Burgos sente-se o tempo. Conserva ainda algum do património medieval mas o Museo de la Evolución Humana faz a ponte entre o passado e o futuro.

Arco de Santa Maria Burgos Espanha
Não fosse uma road trip por França e ainda não teria conhecido Burgos. São os chamados acasos felizes, a mostrar que saindo das rotas mais óbvias a recompensa pode ser enorme.
Uma cidade ganha um charme extra sempre que é atravessada por um rio. Da janela do meu quarto, face a uma gárgula petrificada pela vista, vejo o Arlanzón que corre sereno. É para lá que me dirijo, atravessando a ponte que dá acesso direto ao Arco de Santa Maria. Faz-me lembrar a de Amarante, com a diferença de que esta é apenas pedonal. Vê-se que o arco foi restaurado. São inúmeras as fotos aqui tiradas em jeito de cartão postal.
14 de julho de 2016

Saint-Émilion

Classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, a vila medieval de Saint-Émilion conjuga história, património arquitetónico, gastronomia e vinhos de elevada qualidade.

Saint-Émilion, roteiro Saint-Émilion
Saint-Émilion é dos meus lugares favoritos em França. Dois dias bastam para conhecer a sua história mas são insuficientes para sentir o charme que aquelas pedras respiram. Percorro várias vezes as mesmas ruas, observo as mesmas casas, sinto a intensidade do sol em vários momentos do dia mas nunca me canso. Sempre a pé, com calçado confortável, porque além de muito acidentadas, as ruas são empedradas. A mais emblemática é a Tertre de la Tente, extremamente acentuada e difícil tanto a subir como a descer. Os varões ao centro auxiliam a evitar percalços. Aqui existem alguns dos principais restaurantes mas o local de paragem obrigatória é na fábrica de macarons Matthieu Moulièrac. Tento entrar mas a fila é impossível e acabo por desistir. Posso adiantar que nada têm a ver com os tradicionais macarons. São bolos simples, vendidos sobre folhas brancas. A receita remonta a 1620 e deve-se às irmãs Ursulinas quando se estabeleceram num convento local.
6 de julho de 2016

Pelos vinhedos de Saint-Émilion

Recordar a viagem a Saint-Émilion é das minhas memórias recentes mais felizes. Apesar da beleza da cidade medieval que parece brilhar com a incidência do sol, são as vinhas a perder de vista que caracterizam a paisagem. É daqui que saem alguns dos vinhos mais famosos do mundo.

Saint Émilion, vinhas Saint Émilion, paisagem Saint Émilion, chateaux Saint Émilion
Atravessando a linha de comboio, encontro o primeiro château. Ao contrário do que se possa pensar, château não significa grande palácio, ainda que também existam. É uma casa cujas dimensões, beleza e imponência variam, mas com aquele toque de charme que os franceses aplicam a tudo.
30 de junho de 2016

Sheraton Cascais Resort: um elogio ao descanso

Na Quinta da Marinha, o Sheraton Cascais Resort propicia momentos de relaxamento na piscina exterior, spa ou num passeio pelos diversos espaços verdes.

Sheraton Cascais Resort
– Boa tarde. Seja bem vinda ao Sheraton Cascais Resort.
É com esta simpatia que cruzo a cancela e percorro o caminho ladeado de pinheiros mansos. A entrada é um espaço plural. Com uma decoração discreta, a lembrar ambientes de outras paragens, é uma sala de estar com grandes cadeirões e sofás confortáveis. É também aqui que se encontra o Lounge Bar.
15 de junho de 2016

O corredor verde

No concelho de Gavião, o corredor verde da Atalaia é um percurso pedestre que permite sentir a natureza em estado puro. São 19 quilómetros de montados de azinheiras, vales verdejantes, ribeiras frescas com o Tejo bem perto.

Corredor verde da Atalaia, PR2 - Corredor Ecológico das Ribeiras de Alferreireira e Barrocas
Encontramo-nos bem cedo junto ao café da Atalaia. É aqui que bebemos o único café do dia e lançamos esperanças de que esteja aberto no momento da chegada. Há a previsão de as temperaturas  rondarem os 30ºC. Saberá bem uma bebida fresca.
8 de junho de 2016

Palácio Chiado

Começou no Príncipe Real e já chegou ao Chiado. A renovação dos palácios de Lisboa para adaptação a espaços comerciais e de restauração veio para ficar.

Palácio Chiado, onde comer no Chiado, espaço gourmet
Tenho para comigo a ideia de que o património deve estar acessível ao público, de preferência em bom estado de conservação. Por isso, quando se iniciou a abertura dos palácios do Príncipe Real aplaudi a iniciativa. Poder fazer compras num ambiente faustoso onde a seleção das marcas é rigorosa, parece-me uma boa ideia.
31 de maio de 2016

As galerias subterrâneas do Château Villemaurine

Já serviram de abrigo durante a Revolução Francesa e até para cultivo de cogumelos. Em Saint-Émilion, as galerias subterrâneas do Château Villemaurine são hoje uma atração turística.

Château Villemaurine, châteaux Saint-Émillion, galerias suberrâneas Saint-Émillion
Na região vínica mais famosa do mundo, Saint-Émilion é um destino imperdível para os amantes do vinho e quem goste de conhecer pequenos lugares cheios de encanto. São muitos os châteaux que abrem as portas e dão a conhecer os seus vinhos mas há um que se destaca por um aspeto diferenciador. Dos 200 quilómetros de galerias subterrâneas que existem nesta aldeia medieval para extração do calcário, o Château Villemaurine tem o privilégio de estar sobre algum deste património.