10 de abril de 2018

As torres de San Gimignano

Eleita Património da Humanidade pela UNESCO, San Gimignano é uma pérola toscana, com as suas casas-torre e uma forte identidade medieval.


Se Pisa tinha sido a minha porta de entrada na Toscana, San Gimignano foi onde a senti plenamente. Tive a possibilidade de entrar de carro, uma vantagem dada aos visitantes que vão pernoitar na cidade e que dispõem de viatura própria. O caminho de acesso é sempre a subir, entre ruas estreitas e relativamente desertas. Apenas é permitido parar durante 15 minutos, o tempo suficiente para deixar as malas e ir estacionar fora das muralhas.
Debeladas estas primeiras contrariedades, começo então a explorar San Gimignano. Entro pela Porta San Giovanni que oferece em primeira mão um miradouro para a paisagem toscana. Apesar dos autocarros, da constante passagem de pessoas, consigo abstrair-me do movimento e deixar-me levar para os campos lavrados. Mas ao entrar na Via San Giovanni é mais difícil. No início da tarde o movimento é muito e por mais que me desvie, tenho sempre a impressão de que vou em sentido contrário. É uma das principais artérias comerciais, com muitas lojas de artesanato (especialmente de cerâmica), produtos regionais (vinho, charcutaria e queijo pecorino), artigos em couro e geladarias. E claro, o Museu da Tortura, comum na maioria das cidades que irei visitar.




Mas outro elemento comum e sobre cuja origem existem várias teorias são as torres. Proliferaram em várias cidades medievais e chegaram a ser às centenas. Função defensiva? Ostentação de riqueza? Na época e hoje marcam fortemente a paisagem urbana e são das principais atrações das cidades. Em San Gimignano não são excepção.
A mais alta é a Torre Grossa, passível de ser visitada em conjunto com a Pinacoteca e o Duomo. Por umas escadas estreitas e sempre a subir, vou visitando os vários espaços, mas sem me surpreender. A coleção da Pinacoteca é relativamente pequena, destacando-se os frescos com cenas de amor.


A subida à torre permite uma visão panorâmica sobre a cidade, as ruas estreitas, as correntes de turistas que se assemelham a formiguinhas e o conjunto de telhados antigos que compõem a paisagem.


O interior da catedral é um pouco mais ostensivo que a sua modesta fachada, com os arcos à semelhança de Pisa e Siena e um conjunto de frescos com cenas da vida de Cristo. O facto de algumas luzes estarem desligadas não ajudou a causar um boa impressão.




Nas escadas da catedral grupos de turistas descansam, fazem poses para as selfies. Mas seguindo pela Piazza delle Erbe até à Rocca di Montestaffoli o movimento abranda. Um ator declama Dante sempre que alguém se aproxima mas o máximo que consegue é ser filmado num vídeo de poucos minutos que provavelmente nunca mais será visto. E novamente a vista para a paisagem toscana, os seus telhados e sem um número de antenas.


A melhor companhia para percorrer as ruas é com uma fatia de panforte. Típico de Siena mas vendido um pouco por todo o lado, na versão mais tradicional ou derivantes para cativar outros palatos. Como se o que é bom necessitasse de ser reinventado.


À porta da geladaria Dondoli a fila quase que chega à cisterna, onde também há sempre gente. É seguramente dos locais mais fotografados em San Gimignano.
Esperei pelo fim do dia, quando a maioria dos visitantes regressam aos autocarros e a cidade respira um pouco para voltar a percorrer os lugares mais movimentadas. As lojas ficam desertas, os vicolos parecem maiores, as ruas percorrem-se melhor. Junto das entradas dos restaurantes colocam-se as mesas para os jantares. Posso agora entrar nas lojas e ver os azeites da região, os pacotes de massas selecionadas, as compotas com frutos locais e provar alguns queijos.





Deixo para o fim do dia a Via Degli Innocenti, o lugar mais disputado. Encostada ao tijolo ainda quente assisto à magia da natureza que me brindou com um bando de andorinhas deliciosamente ruidosas a atravessar o céu. As luzes das casas ganham cor permitindo-me vislumbrar algumas das tarefas caseiras. Que beleza esta melancolia do entardecer.


Jantei no Restaurante Dorandò. Fica um pouco escondido e só lá chega quem procura boa comida num ambiente tranquilo e reservado. Os pratos são requintados e o menu inclui pintada, açafrão de San Gimignano e vinho local. Eu optei por umas costeletas de borrego com cogumelos e legumes e encerrei com um bolo de chocolate.


O dia amanhece com uma certa neblina que paira sobre os telhados do casario circundante. O bom de San Gimignano ficar numa colina é poder sentir estes pequenos nadas que se convertem em tantos.


A cisterna ainda não tem ninguém mas apesar da geladaria Dondoli ainda estar encerrada já oito chineses fazem fila à porta. Ainda tenho umas horas antes de partir para o próximo destino. Regresso à Piazza del Duomo onde apenas oiço o carro do lixo e pequenos autocarros que trazem para dentro das muralhas os funcionários das lojas. No dia anterior, devido ao constante movimento, não me apercebi da genuinidade que San Gimignano ainda mantém. A sua estrutura medieval parece manter-se intacta, com os vários edifícios administrativos e religiosos e um conjunto de ruas que abrem para o antigo casco urbano.


Regresso à Via Degli Innocenti. O estendal da casa em frente ainda mantém a roupa que vi entender ontem ao fim do dia. A neblina começa a levantar. Vai ser um dia de sol.
3 de abril de 2018

Restaurante Arcadas

Na Quinta das Lágrimas, no restaurante Arcadas, o chef Vitor Dias propõe uma cozinha criativa de inspiração tradicional e à base de produtos frescos.


No piso térreo da Quinta das Lágrimas há um lugar incontornável para comensais que não dispensam boa gastronomia de inspiração local com elevado sentido de inovação e requinte. Sou muito bem recebida e acompanhada à mesa junto às icónicas arcadas que dão nome ao espaço. Uma breve observação permite-me logo depreender a sua elegância. Um carrinho de bebidas é trazido à mesa e infelizmente declinado por questões de saúde pontuais. Uma pena. Além do serviço à carta é também apresentado o menú de degustação “Pedro e Inês” mas devido a algumas restrições alimentares acabei por intercalar com o menú “Páscoa”.


O couvert é composto por quatro tipos de pão: milho, azeitonas, cereais e branco acompanhado por um azeite Virgem Extra Colinas. Eu adoro azeites com aquele travo a verde e com sabor persistente na boca mas a particularidade deste é que não tem aquele picante que por vezes é em excesso  e desconfortável.
Como cortesia do chef chegou à mesa um abacaxi com hibiscos e ovas de arenque.


Comecei então a navegar pelo Mondego, imagem incontornável de Coimbra. Primeiro com um polvo, camarão e mexilhão com sucos de coentros e “cabelo de velha” (menú Pedro e Inês) e depois com uma triologia do mar em creme de sável do Mondego (menú Páscoa). O robalo servido dentro de uma falso tomate de cor tão vibrante estava excepcional, assim como todo o empratamento.


Volto ao menú “Pedro e Inês” porque me garantem que a presa de porco era imperdível. A carne estava ligeiramente mal passada mas muito tenra e suculenta. Acompanhou com legumes  e um cremoso de tubérculo doce que pecou por escasso e uma pipoca de torresmo crocante.


Como pré-sobremesa voltamos aos sabores da região, com uma argola do Rabaçal: um biscoito de amêndoa e pistacho, queijo e um toque de mel.


Já aqui referi em diversos momentos que o leite-creme é das minhas sobremesas de eleição. Não precisa de vir acompanhado de nada nem de grandes empratamentos. Só necessito de uma crosta crocante, para a quebrar com a colher. Quando o leite creme queimado com gelado de folar da minha terra (menú Páscoa) chegou à mesa fiquei literalmente de boca aberta. Rodei o prato tantas vezes, olhei e pensei: como é que vou comer isto de tão bonito que está? A crosta estava exatamente como gosto e sem nunca proferir uma palavra, viajei até à minha infância e ao leite creme que a minha mãe colocava sempre na travessa de Louça de Sacavém, herança da minha avó.


Por fim e como o que é doce nunca amargou, com o café vieram umas gomas caseiras de manga e telhas caramelizadas de amêndoa.
Os menús idealizados pelo chef Vitor Dias tinham sido uma verdadeira viagem gastronómica pela região centro, passando pelo Mondego, Serra da Lousã, Gândara e Rabaçal. O enorme sentido de presença e zelo da equipa de sala tornou este momento ainda mais inesquecível.

Restaurante “Arcadas”
Rua António Augusto Gonçalves
3041-901 Coimbra
www.quintadaslagrimas.pt

28 de março de 2018

Quinta das Lágrimas

Em Coimbra, a Quinta das Lágrimas, pertencente à cadeia Small Luxury Hotels, além de todo o charme próprio de um palácio histórico, oferece cozinha criativa, jardins exóticos e um passeio pelos lugares onde Pedro e Inês viveram a mais conhecida história de amor portuguesa.

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Foi com a nostalgia própria da lembrança de um poema de Nuno Júdice que chego à Quinta das Lágrimas. Ao longe, o antigo palácio parece uma pequena miragem, ganhando forma entre o arvoredo à medida que me aproximo. Sou prontamente recebida e o serviço de vallet parking trata de toda a bagagem. Junto à escadaria sinto a tranquilidade própria de um lugar campestre. A sala que antecede a recepção remete-me para um estilo inglês, talvez pelas cores quentes e do teto em madeira que lhe dá um toque muito aconchegante. É quase como uma espécie de câmara que uma vez transposta nos faz entrar num outro “tempo”.

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Durante o check-in, além das informações relativas ao hotel, é também entregue uma brochura com a história da quinta. No acompanhamento ao quarto são-me explicados os vários espaços, os melhores acessos ao exterior e algumas das obras de arte por onde vou passando. Fico entre dois jardins. À entrada o japonês e do outro lado da janela o medieval.

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A cabeceira da cama estofada, além de elegante, dá-lhe também um ar muito confortável, que confirmo ao sentar-me e a afundar-me ligeiramente no colchão. Mas talvez o pormenor que mais gostei foi de entrar na casa de banho e de a sentir realmente quente, como deveriam estar todas especialmente num dia de inverno.

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Mas não há frio nem chuva que me demova de visitar o espaço exterior. À exceção do Porto, conheço todos os jardins botânicos do país. Não é que seja uma entendida em botânica, mas este meu gosto pelo mundo leva-me a interessar-me por coisas exóticas. E estes jardins são um bom exemplo disso. No jardim romântico destaca-se o majestoso Podocarpus mas o bosque de bambus chineses é dos locais mais aprazíveis, pela serenidade que estas espécies sugerem. Eu gosto em especial da canforeira, cujo óleo uso como anti-inflamatório. Percorro agora o jardim medieval que espreitei da janela do meu quarto, entre canteiros com legumes e flores e a sua bonita pérgula.

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A gigantesca Figueira da Austrália, com o seu porte majestoso, fica junto da Fonte dos Amores, local onde Pedro e Inês se encontravam em segredo. A janela e porta neo-góticas, apesar de remeterem para a época, foram mandadas construir pelo bisavô dos atuais proprietários, o que nada retira à magia da história do amor que aqui se viveu. Cruzando a porta entra-se na mata repleta de espécies botânicas a descobrir.

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As duas Sequóias plantadas pelo Duque de Wellington abrem caminho até à Fonte das Lágrimas, onde também mandou colocar a lápide com a estrofe 135 do canto III do Lusíadas:

"As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram;
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água, e o nome amores."

Terá sido aqui que Inês de Castro foi morta por ordem de Afonso IV, tendo o sangue ficado gravado na pedra até hoje. A água desta fonte corre para o enorme tanque a que se segue o anfiteatro Colina de Camões.
Os espaços interiores públicos do hotel estão muito bem decorados e são ótimos para se estar num dia frio como este. Quero muito conhecer a pequena biblioteca, considerada pela Forbes como uma das melhores bibliotecas privadas do mundo. Eu sei que sou suspeita mas o cheiro dos livros é dos aromas mais incríveis. E é assim que me deixo ficar, numa poltrona, a folhear sem ler.

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É a caminho do spa, no edifício 4 Elementos projetado por Gonçalo Byrne que aproveito para conhecer as obras de arte inspiradas na história de Pedro e Inês. De vários autores, datas e expressões, retratam o grande amor que aqui se viveu. Deixo para o fim da tarde o spa. Das melhores sensações é estar numa piscina e ver a chuva cair.
À frente do restaurante Arcadas está o chef Vitor Dias que propõe uma cozinha criativa de inspiração tradicional e à base de produtos frescos. A ideia inicial seria o menú de degustação “Pedro e Inês” mas devido a algumas restrições alimentares acabei por intercalar com o menú “Páscoa”. Foi uma viagem sem pressas pelos sabores da região, num ambiente requintado e com um serviço muito atencioso.

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A primeira impressão da cama confirmou-se: confortável, almofadas de dimensão certa e muito silêncio. Ao correr as cortinas pela manhã vejo que o sol venceu a chuva. Infelizmente não é possível tomar o pequeno almoço na esplanada do restaurante Pedro e Inês mas ainda assim a vista é desafogada para o jardim romântico.

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É quando me trazem as bebidas quentes à mesa que reparo no serviço de porcelana com estrofes dos Lusíadas alusivas a Inês de Castro. O regime é em self-service mas uma das funcionárias percorre todas as mesas com uma bandeja com pastéis de nata em miniatura.

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A manhã trouxe um sol cuja luz apetece sentir. A fachada está mais bonita, a água corre mais serena e as flores parecem ter desabrochado mais. 

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Quinta das Lágrimas
Rua António Augusto Gonçalves
3041-901 Coimbra
www.quintadaslagrimas.pt

20 de março de 2018

Casa da Ínsua

Na Beira Alta, em Penalva do Castelo, a Casa da Ínsua é muito mais do que um hotel de charme de 5 estrelas. Contempla um espaço museológico e mantém a produção de queijo Serra da Estrela, vinho, produtos à base da maçã Bravo de Esmolfe e azeite.

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Conheci a Casa da Ínsua durante a Semana de Enoturismo que precedeu as últimas Jornadas dedicadas ao tema. O acolhimento foi no pátio exterior, sob os frondosos plátanos, que me recordou a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre, hoje também na posse do Grupo Visabeira. Além de hotel de charme de 5 estrelas, pertence desde Outubro de 2015 à rede de Paradores, um projeto pioneiro que trouxe um novo público à região.
15 de março de 2018

Volterra

Felizmente que Volterra não é dos locais mais turísticos da Toscana. Não fosse ter ficado no Relais La Suvera e muito provavelmente faria San Gimignano-Siena duma assentada. E a perda teria sido enorme. É que Volterra é dos lugares mais invulgares porque consegue oferecer uma diversidade de opções a quem a visita. Se por um lado mantém o seu carácter medieval tão comum às congéneres cidades, conserva ainda um vasto património etrusco e romano.

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Quando li acerca dos vestígios romanos que Volterra ainda hoje conserva achei que era impossível não parar, até para ver algo um pouco diferente. E foi exatamente isso que aconteceu.
6 de março de 2018

Six Senses Douro Valley

Em Samodães, num antigo palacete do século XIX, o Six Senses Douro Valley é a primeira aposta da cadeia hoteleira asiática na Europa. Elegância e sustentabilidade combinam-se para proporcionar uma experiência holística de bem estar.

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Quando o Six Senses Douro Valley abriu em Julho de 2015 muito buzz se gerou nas redes sociais. Um dos comentários que me despertou interesse foi de uma amiga que já esteve em vários hotéis da cadeia e que escreveu: “Só espero que o modo de receber também seja o mesmo”. Foi com este pensamento que cheguei ao Douro.
26 de fevereiro de 2018

Pisa

Desde pequena que oiço falar na torre de Pisa. Sempre achei curioso como se mantinha assim inclinada. No ano passado regressei a Itália, desta vez para explorar apenas a Toscana. Pisa foi uma excelente porta de entrada e não desiludiu.

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Cheguei ao centro de Pisa num automóvel acabadinho de alugar, ainda a conhecer como reage. Na Piazza Daniele Manin, o número de barracas é assustador mas cruzando a Porta Santa Maria Pisa, há apenas peões. E foi perante o Campo dei Miracoli, ao ver o Batistério, a Catedral e a Torre de Pisa que fiz o meu ato de contrição.
13 de fevereiro de 2018

Lucca: a cidade das bicicletas

Conhecer Lucca partiu de uma ideia simples: fazer uma paragem para descansar entre Pisa e Chianti. E como habitualmente estava tudo planeado: onde estacionar, o que visitar e onde comer. Mas claro, se tudo corresse como previsto a emoção não seria a mesma.

Lucca Itália
A primeira surpresa foi logo à chegada. O GPS levou-me ao parque mas estava completamente cheio. Mesmo ao lado, com direito a estrada cortada e tudo, havia uma espécie de feira popular, com carrosséis, carros de choque, farturas e uns doces típicos que se fazia fila para adquirir. Mas após alguma persistência lá consegui lugar. Primeira etapa ultrapassada.