13 de fevereiro de 2018

Lucca: a cidade das bicicletas

Conhecer Lucca partiu de uma ideia simples: fazer uma paragem para descansar entre Pisa e Chianti. E como habitualmente estava tudo planeado: onde estacionar, o que visitar e onde comer. Mas claro, se tudo corresse como previsto a emoção não seria a mesma.

Lucca Itália
A primeira surpresa foi logo à chegada. O GPS levou-me ao parque mas estava completamente cheio. Mesmo ao lado, com direito a estrada cortada e tudo, havia uma espécie de feira popular, com carrosséis, carros de choque, farturas e uns doces típicos que se fazia fila para adquirir. Mas após alguma persistência lá consegui lugar. Primeira etapa ultrapassada.
5 de fevereiro de 2018

M’AR De AR Aqueduto

No centro histórico de Évora, o M’AR De AR Aqueduto é um hotel boutique adaptado do antigo Palácio dos Sepúlveda. Conforto, requinte, design e um dos melhores restaurantes da cidade são alguns dos motivos para não deixar de o conhecer.

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Gosto sempre de regressar a Évora. Além de ser dos meus locais favoritos no Alentejo, ainda consigo encontrar coisas novas para fazer. Por mais vezes que visite a Praça do Giraldo, a Sé, o templo de Diana ou o Museu, fico sempre com a sensação de que afinal havia ainda algo por descobrir.
29 de janeiro de 2018

Caminhos Cruzados

Numa das regiões mais tradicionais de Portugal, os Caminhos Cruzados assumem-se como o “novo Dão”. Construiu-se uma adega arrojada arquitetonicamente, plantaram-se vinhas novas e Lígia Santos, também ela muito jovem, dá a cara por este projeto.

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O dia era destinado a conhecer os projetos enoturísticos de Nelas por isso era imperativo visitar os Caminhos Cruzados. Com o crescente adensar do nevoeiro, ao aproximar-me do novo edifício em betão armado, poderia confundí-lo com a paisagem, não fosse a vincada identidade da construção. Uma obra pensada para a produção de grandes vinhos do Dão mas também com uma forte vertente enoturística.
19 de janeiro de 2018

Lusovini: no coração do Dão

Foi durante um almoço que ouvi falar pela primeira vez na Lusovini. Que a antiga Adega Cooperativa de Nelas já não era a mesma, que o espaço estava muito bonito e que o restaurante merecia a dispensa de algumas horas para conhecer os sabores beirões. Perante tão emotiva sugestão, agendei uma visita guiada e almoço na Taberna da Adega.

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Do que menos gostava dos invernos na Beira era dos dias de chuva. É que além da maçada de andar na rua e ficar toda molhada, era aquele monocronismo da paisagem. Céu, pedra, pinheiros e urzes pareciam todos semelhantes: cinzentos. É num dia como este que visito a Lusovini, com a agravante de um nevoeiro que muito de mansinho se vai instalando para ficar. Mas o desconforto do tempo dissipa-se por completo assim que cruzo as portas. A recepção é um espaço amplo que dá acesso a várias áreas: zona de visita, loja e restaurante. É a Rita de Serpa Barata quem me recebe e após me ser servido um welcome-drink, um Palavrar Espumante Bruto, da Bairrada, seguimos para almoço na Taberna da Adega.
9 de janeiro de 2018

Mesa de Lemos

Fazia falta no Dão um restaurante como a Mesa de Lemos. A visão de Celso de Lemos e a mestria de Diogo Rocha colocaram Silgueiros na rota dos melhores espaços gastronómicos de Portugal.

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Tenho o privilégio de ter estado em dois momentos na Mesa de Lemos. A primeira foi há dois anos, durante as vindimas, onde apenas conheci o espaço. Fiquei assoberbada com o impacto, primeiro no exterior, para a imensidão de vinhas e depois no interior, com todas as obras de arte e aproveitamento arquitetónico da mãe natureza. A última foi pelo S. Martinho, num jantar exclusivo.
3 de janeiro de 2018

A minha Viseu

Chamam-lhe cidade-jardim mas Viseu é conhecida sobretudo pelas inúmeras rotundas. Considerada por diversas vezes como “melhor cidade para viver em Portugal”, combina história com modernidade, cozinha regional com novos tendências, espaços verdes com arte de rua.

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Fazia tempo que algumas das minhas memórias felizes me perseguiam. Sentia que tenho visitado tantos lugares e descuidado a cidade onde cresci. Era a Viseu que ia às compras, onde ao fim de semana passeava, onde ia tratar dos assuntos mais importantes e onde comecei a sair à noite, primeiro na The Day After e mais tarde na Hangar. Havia também os verões na Feira de S. Mateus, quando os automóveis ainda podiam entrar e se estacionava junto ao rio. Todos aqueles carrocéis, as luzes, o grande palco onde tentava espreitar quem atuava, o cheiro das farturas. Do que gostava mesmo era de entrar nos pavilhões, com os expositores mais bonitos e menos confusão.
14 de dezembro de 2017

Penela – a vila presépio

Conheci há pouco tempo uma colecionadora de presépios. Herdou alguns da mãe, tem mais de 500 figuras mas anda sempre em busca de peças antigas. Os olhos brilharam quando me falou do presépio de Penela, que visita religiosamente todos os natais. Este foi o ano em que também o fui conhecer.

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Uns dias de descanso no norte foram o mote para uma paragem em Penela. Já tinha visitado o castelo há uns anos e sabia que na época natalícia têm um dos melhores presépios de Portugal. Por ser dia de semana não pude assistir a todas as atividades disponíveis (presépio vivo, comboio de natal e o mercado também não estava a funcionar na totalidade). Ainda assim, valeu a visita.
7 de dezembro de 2017

Irmãs Flores

Chamam-se Maria Inácia e Perpétua Fonseca, mais conhecidas por Irmãs Flores. São das artesãs mais importantes na produção de figurado de Estremoz.

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É dia de mercado em Estremoz e por isso as ruas estão mais animadas. Junto à porta das Irmãs Flores algumas pessoas espreitam a montra mas há também quem entre. Sigo-lhes a pegada.