Meatpacking: um bairro cheio de estilo em Nova Iorque

Nunca quis ir a Nova Iorque para ver a Estátua da Liberdade, Times Square ou o Distrito Financeiro. Tinha curiosidade em perceber o quanto era pequena comparada com um arranha céus mas a Nova Iorque que me cativava era a dos prédios baixos, passeios largos e ruas quase desertas. Via isso no cinema e sempre acreditei que retratasse uma cidade real. No Meatpacking, o bairro onde fiquei, encontrei tudo isso e muito mais.


Li há uns anos um artigo acerca da renovação do Meatpacking. Os edifícios outrora ocupados por matadouros foram adquiridos por compradores que pretendiam dar um twist a este bairro industrial e transformá-lo num lugar trendy, sofisticado mas também inclusivo, onde o hipster pudesse coabitar com a mainstream.
As casas da classe operária mantiveram o seu aspeto exterior em tijolo e com as típicas escadas em ferro mas o seu interior foi adaptado às novas necessidades. Alguns edifícios foram demolidos e deram origem a construções com um design inovador e muito moderno. Um dos exemplos é o The Standard, um hotel "fora da caixa", todo envidraçado, com vista para o rio Hudson. O Top of the Standard é dos rooftops mais concorridos da cidade, visitado não só por turistas mas também por locais.




Outras das principais atracções do Meatpacking é a High Line. Esta antiga linha de comboio foi desactivada e transformada num grande parque suspenso repleto de plantas, instalações de arte, zonas de descanso e ar puro (na medida do possível).




O Meatpacking é também uma zona comercial, não só de marcas mais mainstream (Levi's, Apple) como também para um público mais exclusivo (Diane von Fustenberg, Zadig e Voltaire ou Helmut Lang).


Uma das características do Meatpacking District é a adaptação de edifícios históricos a novas funcionalidades. É o caso da antiga fábrica da Nabisco, transformada num dos principais centros gastronómicos de Nova Iorque. Sem esquecer a comunidade local mas estando aberto para receber o mundo, a sua oferta é diversificada, já que dentro de portas passam mais de seis milhões de pessoas por ano. Aqui encontra comida italiana, japonesa, francesa, mexicana, assim como produtos de outras nacionalidades. O Amy’s Bread, Sarabeth’s ou Davidovich são bons locais para a primeira refeição do dia. O Filaga, com as suas fatias de pizza sicilianas, é mais adequado para um almoço rápido. Já ao jantar, o Green Table, Lobster Place ou Le Song são mais propícios a refeições demoradas.




Com igual bairrismo mas menos sentido de mundo temos o Gansevoort Market, um espaço renovado e sempre muito concorrido. A diferença para o Chelsea Market é um ambiente mais descontraído, uma decoração com materiais menos nobres e a limpeza a ficar a desejar mais cuidado.


O Whitney Museum alberga a maior colecção americana de arte contemporânea, com mais de 3000 artistas. Trouxe ao bairro amantes de Andy Warhol, Hooper ou Kooning.


Durante a semana que estive no Meatpacking senti-me pertença daquele espaço, apesar de estar apenas de visita. Além de dormir, tomei sempre o pequeno almoço no bairro como um local,  fiz alguns almoços, passeei muito e tentei que alguns jantares também lá fossem. Não há melhor forma de sentir um lugar do que simplesmente estar.

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