21 de novembro de 2018

Le Coucou: sabores franceses em Nova Iorque

No Soho, Le Coucou, o premiado restaurante de Stephen Starr liderado pelo chef Daniel Rose, apresenta cozinha francesa num ambiente requintado e elegante.


De todos os lugares que visitei em Nova Iorque, o Soho foi dos que mais gostei: das fachadas emblemáticas, das lojas alternativas, com um espírito muito urbano mas sem esquecer o "bairrismo". Foi também no Soho que tive uma das melhores refeições. Depois de vários anos em França, o chef Daniel Rose regressou a Nova Iorque para se continuar a dedicar às iguarias francesas.
À entrada, e porque as temperaturas ainda são baixas, o toldo azul marinho esconde algumas das trepadeiras e o néon com o bem conhecido pássaro. No entanto, os típicos vasos alinhados deixam adivinhar que se trata de um restaurante.
Despojada de casacos, luvas e gorros (que ficam guardados no vestíbulo), é tempo das primeiras impressões. Um pequeno canapé permite aguardar confortavelmente alguns minutos enquanto se pode desfrutar de uma bebida num belíssimo bar.


Apesar do dia ser de chuva e bastante cinzento, o interior do Le Coucou é bastante iluminado, muito devido às grandes janelas, às paredes de tijolo pintadas de branco e aos inúmeros candelabros de vidro. Há vários arranjos florais espalhados pelo restaurante que combinam com o chão de madeira, o verde azeitona das cadeiras e dos azulejos da cozinha, o laranja dos tachos de cobre, os tampos em mármore e os sofás onde me indicam para sentar.


Fico junto da cozinha, o que me permite desde logo perceber que o chef Daniel Rose está no restaurante. Sempre de forma descontraída, dá uma vista de olhos nos pratos antes de seguirem para a mesa mas é o seu sous-chef quem finaliza.


O menú de almoço, apesar de versar sobretudo sobre iguarias francesas, é mais "ligeiro" do que o de jantar mas igualmente bom. Tem o custo de $54 e é composto por uma entrada e um prato principal. Não há amuse bouche nem pré-sobremesa. Apenas mignardises para acompanhar o café. As bebidas e sobremesa são à parte.
Em Nova Iorque, independentemente da categoria do restaurante, insiste-se sempre para que se beba água filtrada. Alguns estabelecimentos não cobram por ela e é igualmente boa. Eu, que me recuso sempre a beber água filtrada (e a pagar por ela), experimentei e nunca mais pedi água engarrafada.
Comecei com um Boudin “Les Aldudes”, dois pedaços de morcela com maçã e um ligeiro toque fumado de pimenta de Espelette.


Sempre que há um prato de foie gras no menú, eu escolho. Aqui, veio envolvido por uma crépinette de frango sobre um puré de batata e fruta assada. Confesso que estranhei a combinação de sabores ao início mas no final do prato achei-os diferenciadores.


Para sobremesa, nem foi preciso pensar. O meu Paris-Brest estava mais do que perfeito, com uma massa choux fresquíssima e um praliné de avelã rico, macio e muito guloso.


A acompanhar o café, vieram umas gomas de maracujá e bolos de manteiga.
Antes de me levantar, a senhora ao meu lado, que almoçou sozinha e apenas comeu as batatas fritas, resolveu abordar-me:
–Gostou da sua refeição? – perguntou.
–Sim, bastante. E as batatas como estavam?
–Muito crocantes. E o espaço também é muito agradável.
Sorrimos. Sim, é de facto. Por isso deve valer a pena vir apenas por umas simples batatas fritas.

Le Coucou
138 Lafayette St, New York, NY 10013, EUA

2 comentários:

  1. Que sítio lindo! O ambiente é mesmo muito acolhedor. Fiquei com água na boca ao ler as descrições dos pratos :) Gosto muito da cozinha francesa ;)

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    1. Olá Ana: eu adorei o Le Coucou: ambiente, decoração, serviço e sobretudo a comida. Quando regressar a Nova Iorque vou experimentar o jantar.

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