21 de junho de 2018

Nova Iorque desmistificada

O grande motivo que originou uma espera de 10 anos para conhecer Nova Iorque é simples: o Luis, que já lá tinha estado, não tinha gostado da experiência. Sempre que pensávamos num novo destino para conhecer (e eu falava de Nova Iorque), ele enumerava as razões porque discordava. Tantas vezes as ouvi que quando finalmente marquei a viagem, esta narrativa oral apoderou-se do meu pensamento e comecei a duvidar das minhas certezas. Hoje desmistifico as verdades e mentiras de acordo com a minha experiência.


Os nova iorquinos são antipáticos



A minha chegada não começou bem. Não tive a mala revistada mas fui uma das contempladas com uma ida até à salinha dos fundos para umas perguntas adicionais. Ainda no aeroporto, quando perguntei onde ficava a paragem do meu transporte, responderam-me sem qualquer simpatia e naquele tom nasalado, o que me fez ter de perguntar novamente. No entanto, eu prefiro recordar as vezes que se dirigiram a mim na rua quando não sabia que direção tomar, quando se ofereceram para me acompanhar a um lugar que não conseguia encontrar ou quando me deram o lugar no metro.

Nova Iorque está sempre em obras



Independentemente do tempo, é muito comum encontrar obras nas estradas ou prédios. Mas está tudo bem organizado. Além da presença de um polícia (que deduzo que seja obrigatória), há pessoas cuja única função é estarem com um sinal de Stop para que o trânsito avance ou pare quando há peões.

As ruas são escuras e sujas




Ia um pouco apreensiva com a altura dos prédios, em especial porque não gosto muito de alturas. Não achei que a cidade fosse claustrofóbica, se bem as ruas laterais são bem mais estreitas do que as avenidas. Infelizmente, os nova-iorquinos produzem muito lixo, porque preferem comer em movimento e se fomenta o uso de copos descartáveis. Claro que tudo isto acaba no lixo e é muito comum ver junto dos caixotes grandes sacos.

Em Nova Iorque só se come hambúrgueres e pizzas




Não podia estar mais longe da verdade. Não sei se haverá algum tipo de cozinha que esteja em falta nesta cidade, assim como grandes chef’s. Durante a minha estada, apenas comi um hambúrguer no Shake Shack, que não tem nada a ver com as cadeiras internacionais mais conhecidas que existem por cá. Passei por imensas roulotes de rua e até seria uma opção não fosse o cheiro insuportável.

Nova Iorque é uma cidade muito cara




É um facto. E isso estende-se a tudo o que se possa imaginar, desde alojamento, transportes, restauração, divertimentos. Claro que há uma Nova Iorque para cada carteira mas experiências extraordinárias têm um custo.

Nova Iorque é o santuário para quem gosta de compras




Isto foi o que mais me surpreendeu. Já tinha ouvido histórias de pessoas que iam propositadamente a Nova Iorque fazer compras e levavam uma mala extra. Confesso que sempre achei que isso eram puros devaneios. Ainda assim, levei duas malas, ambas mal cheias, para ter espaço extra. Tive a sorte (ou azar) de ir em época de saldos e confesso que fiquei surpreendida com as filas que dão a volta ao quarteirão para entrar nas lojas. Chega-se cedo, ainda antes de abrirem e espera-se o tempo necessário até ao segurança permitir a entrada. No meu caso a coisa descambou logo que entrei pela primeira vez na Macy’s e comprei uma carteira por 100€ a menos do que tinha gasto noutra em Lisboa pelo Natal. Eu, que até só queria trazer algumas coisas para o meu filho, acabei por comprar bastante roupa e até alguns presentes de Natal.

0 comentários:

Enviar um comentário