17 de maio de 2018

Declaração de amor a Nova Iorque

Não sou dada a religiões mas cultivo a espiritualidade. E acredito numa coisa: que o que nos está destinado acaba sempre por chegar. Há uma década que sonho com Nova Iorque mas todos os anos há sempre destinos que se tornam prioritários. Finalmente chegou o momento e a minha experiência foi dez vezes mais incrível.


A viagem a Nova Iorque foi inesperada. Em poucas semanas marquei voos, hotel e atravessei o Atlântico. Depois de tantos filmes, séries e relatos ouvidos, tinha uma ideia da cidade. Mas errada. Porque Nova Iorque supera tudo o que de bom e mau se diz. É dos lugares que mais se reinventa, sempre com novas experiências para tantos públicos distintos. Desde que viajo, o meu objetivo nunca foi colecionar lugares nem carimbos no passaporte. Eu procuro viver experiências. E elas foram tantas.
Bebi um capuccino num copo descartável, passeei em Central Park, tomei um brunch num arranha-céus junto a uma parede de vidro, fiz compras na 5ª Avenida, jantei num restaurante Michelin, assisti a uma missa, vi o cair da noite sobre Nova Iorque, tirei uma foto na casa da Carry Bradshaw, comi uma pizza feita por italianos, caminhei nas avenidas, vi edifícios emblemáticos, conheci bairros e restaurantes cheios de charme, fui a livrarias e bibliotecas, subi a rooftoops, fui a museus, galerias e assisti a muita arte de rua, conheci artistas locais, terminei todas as noites a ver o rio Hudson e o distrito financeiro iluminado.







Desmistifiquei, em vários momentos, a ideia de que os nova iorquinos são antipáticos (embora também os haja). Ajudaram-me por várias vezes na rua quando não sabia que direção tomar, deram-me lugar no metro, fizeram questão de me acompanhar até aos locais que procurava.
Se Lisboa tinha o Senhor do Adeus, Nova Iorque tem o Mr. Goodmorning, um senhor que incansavelmente diz bom dia às pessoas que saem do metro sem olhar. Em Nova Iorque anda-se sempre com pressa mas há lugares onde o tempo parece ter parado. É só necessário encontrá-los.




Vi gente cool, vi gente menos cool, vi gente nada cool. A Grande Maçã é um melting pot mas é também um melting point inesgotável onde todos têm um lugar.
Na cidade que nunca dorme poderemos sentir-nos como no filme After Hours, de Martin Scorsese.  Porque Nova Iorque é vertiginosa, vibrante e viciante. Mas é a nossa experiência a que realmente conta.

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