25 de outubro de 2016

Artesanato da Nazaré: barcos típicos

Joaquim Teixeira herdou a arte do pai e já há mais de 20 anos que se dedica a fazer miniaturas dos barcos típicos da Nazaré.

Artesanato da Nazaré; barcos típicos Nazaré, Joaquim Teixeira artesão Nazaré
O Sítio é dos locais mais turísticos da Nazaré. A vista privilegiada desta vila piscatória leva à procura de recantos para uma foto panorâmica. Foi assim que descobri a oficina do senhor Joaquim Teixeira. Não é muito grande mas suficiente para aqui passar os dias com um dos dois amores. Além da pesca, fazer miniaturas dos barcos típicos da Nazaré é das coisas que mais gosta. Para se ser artesão não basta saber fazer mas ter paciência e uma verdadeira paixão.

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Através de um trabalho inteiramente manual, reproduz vários tipos de barcos. Eu gostei em particular dos barcos de arte xávega, com a proa em bico elevado que ajudava a cortar a ondulação ao entrar no mar. Destinavam-se à pesca artesanal com redes e eram puxados por animais ou força humana no final da pescaria. Para a reprodução ser o mais realista possível, coloca dentro de cada um as redes, os remos e a boia feita com uma bolota.
– Anualmente, no dia de Todos os Santos, vou com a minha mulher ao Santuário a Fátima e depois vamos apanhar bolotas.

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A barca “Mimosa” destinava-se ao transporte da sardinha para terra, já que as traineiras ficavam ao largo.
Não é da autoria de Joaquim Teixeira mas exibe uma réplica da barca salva vidas “Nossa Senhora dos Aflitos” que deixou de estar em atividade em 1977.

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Em geral, todos os barcos têm cores muito fortes, predominando o laranja, azul, amarelo e verde. No entanto, baseado na memória oral, pintou um barco de preto. Era assim que as famílias de pescadores honravam um parente falecido no mar.

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Atraídos pelas vistas, muitos são os que sobem a escadaria e acabam por espreitar a oficina. Os clientes são sobretudo estrangeiros (franceses, italianos e espanhóis). Muita desta publicidade deve-se ao facto de Joaquim Teixeira constar no guia Routard.
– Vêm aqui à minha procura. Uns ainda compram um barquito, outros apenas tiram fotografias. Eu devo estar por todo o lado. – diz com ar bem disposto.

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