16 de abril de 2015

Chichén Itzá – no topo do império maia


A antiga cidade maia de Chichén Itzá é dos locais mais visitados no México. A Pirâmide de Kukulkán é uma obra arquitetónica notável, carregada de simbolismo e algum mistério. Foi eleita como uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo.

Pirâmide de Kukulkán; El Castillo; Chichén Itzá

Tenho um carinho muito especial pelo México. A razão é simples: a primeira grande viagem que fiz foi um roteiro pelos sítios arqueológicos da península do Iucatão. Recordo-me do sol a incidir na pedra, das iguanas destemidas, da vegetação muito verde e da imensa humidade a qualquer hora do dia e noite. Mas o melhor de tudo foi aperceber-me que à medida que ia visitando os lugares, o melhor estava sempre para vir.
Tenho a sorte de já ter estado em Chichén Itzá em dois momentos distintos. Em ambos tive a mesma impressão: é um local muito turístico. Chegam diariamente aos milhares, a maioria dos resorts de Cancun e Riviera Maya e procuram a sombra das árvores enquanto ouvem as explicações dos guias. No fim há (pouco) tempo para uma visita livre. O que se recebe de informações históricas mais ou menos corretas perde-se em conhecer o que realmente importa.

Pirâmide de Kukulkán; El Castillo; Chichén Itzá

Da primeira vez que visitei Chichén Itzá era possível não só subir a Pirâmide de Kukulkán como entrar no seu interior. E ambas são uma experiência a não perder. Os degraus exteriores estavam gastos pelo constante corrupio de gente, por isso havia quem o fizesse agarrado às cordas ou sentado, subindo e descendo muito devagar. A vista panorâmica para o complexo arqueológico foi uma merecida recompensa.

Pirâmide de Kukulkán; El Castillo; Chichén Itzá

Quando entrei na porta lateral, o bafo saturado de ar quente convidou-me a desistir. Foi necessário um compasso de espera para que descessem os que estavam no interior da pirâmide, uma vez que a dimensão da passagem até à câmara era reduzida. À espera estava uma escultura de um jaguar de pedra com incrustações de jade.
Nas imediações fica o Templo dos Guerreiros, o Templo do Jaguar e o Jogo da Pelota, locais onde há sempre muitos visitantes. A estes há que juntar os vendedores, incluindo crianças que deveriam estar na escola, mas que tentavam cativar os turistas com os seus trajes típicos mexicanos a comprar peças de artesanato.
Eu preferi descobrir  uma Chichén Itzá mais afastada e por isso menos turística. Algumas ruínas estavam degradadas mas eu vi-as como mais “naturais”, sem o restauro exagerado de outras partes. Espreitei o Poço Sagrado onde eram sacrificadas as virgens em honra do deus da chuva. O observatório estava vedado mas foi possível circular. O meu favorito foi o Quadrângulo das Monjas pelos frisos e decorações.

Chichén Itzá

Quadrângulo das Monjas; Chichén Itzá

Chichén Itzá

Chichén Itzá é dos locais mais visitados no México mas seja em visita organizada ou livre é incontornável. Eu acredito que não há duas sem três, por isso, conto regressar.

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