23 de setembro de 2014

8 dicas para prolongar o sabor a férias

Chega Setembro e todos os anos se repete o mesmo episódio: começa a entoar na minha cabeça a voz do Jim Morrison a cantar Summer's Almost Gone. Para muitos, Agosto é o fim das férias e mesmo que haja um ou outro fim de semana prolongado, não é a mesma coisa. Quando viajar deixa de ser opção, é preciso usar de outros meios para prolongar esse tempo. O segredo? Usar a imaginação! Afinal, viajar é um estado de espírito.


1 – Organize as fotografias


Organizar fotografias

As minhas máquinas fotográficas estão sempre prontas para qualquer saída inesperada. Durante a viagem vou apagando algumas fotos mas é quando regresso que o trabalho “duro” começa: descarregar, selecionar, tratar e organizar. Depois de tudo pronto, é hora de sentar no sofá e recordar. Sugestão: por que não convidar a família e amigos e verem em conjunto?



2 - Faça um caderno de viagens


Em todas as minhas viagens guardo bilhetes, recibos, cartões e até rótulos de garrafas de água. Nas lojas dos museus procuro cadernos com imagens emblemáticas de peças. Quando regresso, organizo essa informação e começo a escrever uma espécie de diário com pormenores mais pessoais, complementados com colagens e fotografias. Depois coloco-o no estante e de tempos a tempos abro numa página aleatória. Há sempre um sorriso garantido.


3 – Recrie pratos tradicionais


Salada périgourdine

A gastronomia reflete a cultura de um povo, por isso tento sempre provar sabores típicos de um novo país. Se há algo de que gosto, procuro lojas especializadas em produtos regionais ou supermercados onde geralmente os preços são mais em conta. Quando regresso a casa, recorro aos supermercados do mundo para recriar os pratos que experimentei. No Martim Moniz pode adquirir produtos indianos, goeses e chineses; em Arroios, a aposta vai para sabores brasileiros e quem gosta da comida do tio Sam, em São Sebastião da Pedreira encontrará produtos dos EUA.


4 – Experimente um restaurante de outro país


Se o seu forte não são os tachos e panelas, não há problema. Longe vão os tempos em que ir jantar fora implicava a ida ao chinês, italiano ou indiano. Em Lisboa já existem vários restaurantes onde é possível conhecer sabores de outras paragens: em Telheiras, há comida mineira; em Alcântara há cozinha russa; perto do Marquês de Pombal chegam sabores de Cabo Verde e na Rua dos Bacalhoeiros, o Peru aqui tão perto.


5 – Seja turista na sua cidade


Rossio; Lisboa

Por vezes embarcamos em grandes viagens para o outro lado do mundo mas não conhecemos o nosso país. Independentemente do local onde reside, haverá sempre algo novo a (re)descobrir. E se a razão para não sair é o dinheiro, não faltam atividades gratuitas. Todos os meses, a CML organiza as visitas comentadas a vários locais de interesse na cidade. Em Setembro, regressam as Jornadas Europeias do Património com eventos por todo o país. O Lisbon Week tem sempre sugestões interessantes para percorrer Lisboa. E depois há um conjunto de museus, organizações privadas e juntas de freguesia que promovem visitas a locais muitas vezes improváveis. É só preciso pesquisar um pouco e deixar-se surpreender.


6 – Viaje com a 7ª arte


O cinema potencia a nossa imaginação e envolve-nos com a sua magia. Seja com propostas mais comerciais ou apostas alternativas, não faltam bons motivos para uma ida ao cinema. Se quiser viajar pelo mundo sem sair da cadeira basta manter-se a par das novidades. Em Outubro chega a Lisboa o meu festival de eleição – o DocLisboa – onde o encontro de culturas se faz através do documentário, sempre com um elevado padrão de qualidade. Mas se quiser sugestões de outras paragens não faltam oportunidades: Festa do Cinema Francês; KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã; Festa do Cinema Italiano; Cinefiesta - Mostra de Cinema Espanhol e o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa.


7 – Músicas do mundo


Fotos 157

Felizmente que a chamada world music chega cada vez mais a um maior número de pessoas. Para isso têm contribuído os festivais que se organizam em vários pontos de Portugal e que atraem cada vez mais a atenção do público. Vozes, sonoridades, instrumentos e até danças locais são algumas das descobertas que vai gostar de descobrir. Não percebe o que dizem? Não importa! Deixe-se envolver. Afinal, a música é uma linguagem universal.


8 – Um livro, um companheiro de viagem


Durante uma viagem à América Central, escolhi para leitura Lituma nos Andes de Mario Vargas Llosa. Claro que o ambiente de guerrilha nada tinha a ver com a beleza e serenidade da paisagem mas sei que o facto de o ter lido ali fez toda a diferença. Esse momento despoletou em mim uma curiosidade até então inexistente: procurar autores que estejam relacionados com o meu destino. Isso permitiu-me abandonar os guias de viagem e passar a valorizar informação local que  me dá a conhecer os lugares como se de uma história se tratasse. Quando as condições de viagem não o permitem, reservo a leitura para o regresso. Num diálogo silencioso, é bom trocar impressões com o autor.

4 comentários:

  1. Que belo texto e que belas sugestões :) Sou viajante praticante de cada uma delas ;)
    Li o texto e vi-me ao espelho...

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  2. Que belo texto e que belas sugestões :) Sou viajante praticante de todas elas ;)
    Li o texto e vi-me ao espelho...

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  3. ooooops...o comentário repetiu-se :( Às vezes não é pacífico o processo de escrever aqui. Mas sou eu mesma, nas duas vezes :)

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  4. Olá Sofia: por vezes basta um pouco de imaginação para prolongarmos uma das coisas que mais gostamos de fazer: viajar!

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