6 de agosto de 2014

À noite em Edimburgo


A noite também faz parte do pulsar de uma cidade. É tempo de deixar para a manhã seguinte as preocupações do dia a dia e relaxar entre pratos e copos. Onde sair à noite em Edimburgo?


Os finais dos meus dias de viagem terminam em lugares onde possa não só jantar como descontrair um pouco. Edimburgo consegue oferecer essas duas vertentes nos típicos pubs. A juntar à comida mais ou menos local, há sempre uma televisão ligada (em especial nos dias de futebol), concertos e boa disposição.
No Grassmarket existem alguns dos principais pubs da cidade. O Maggie Dickson’s, o Last Drop e o White Hart Inn são os mais conhecidos e turísticos. Opto pelo Beehive Inn onde há menos movimento. O chão alcatifado, os sofás confortáveis e as paredes forradas a madeira e tecido tornam-o acolhedor. Na parte detrás há uma pequena esplanada para os que não se deixam intimidar pelo frio. Não podia deixar de experimentar o tradicional fish and chips. O pedido é feito ao balcão, pago na hora e em troca é-me entregue um balde com os talheres e guardanapos. Os molhos que nunca podem faltar estão sempre presentes em cada mesa. Quando tudo está pronto, trazem os pratos e as bebidas.


A Rose Street é menos turística e movimentada. Entro no Milnes of Rose Street, um pub frequentado sobretudo por locais. A decoração é sóbria, muito à base de madeira e nas paredes existem alguns quadros (aparafusados) com fotos antigas de Edimburgo. O que achei estranho na altura mas vim a verificar noutros locais é que os sexos não se misturam: mulheres saem com mulheres e homens com homens. Ao meu lado estava um grupo de 6 senhoras cujos cabelos grisalhos não as impediu de disfrutar de uma garrafa de vinho tinto. Algo “pouco” comum em Portugal. À medida que os copos de cerveja vão saindo do balcão o tom de voz eleva-se em cantorias, abraços e alguns passos de dança.


Devido aos festivais de Edimburgo, a George Street está encerrada ao trânsito. Enquanto espero por mesa para jantar no Hard Rock Cafe aproveito para espreitar algumas das atuações do outro lado da rua. O ambiente ainda é mais descontraído. Os empregados não se limitam a anotar o pedido: sentam-se à mesa e fazem as típicas perguntas de onde sou, quanto tempo vou ficar e o que já visitei. Enquanto escolho mais uma t-shirt como recordação, vejo na parede da loja a tarola e o prato da bateria do John Densmore e algumas fotografias dos The Doors. That just made my day!

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