7 de maio de 2014

Citânia de Sanfins


A cerca de 10 quilómetros de Paços de Ferreira, a Citânia de Sanfins é dos maiores povoados da cultura castreja em Portugal.

Citânia de Sanfins

Apesar de saber que os castros são estrategicamente construídos em locais altos, chegar à Citânia de Sanfins não foi fácil. Um percurso sempre a subir, com várias direitas e esquerdas, onde os quilómetros se parecem multiplicar sem fim à vista.
É diferente do que espero: há um parque de estacionamento cheio de automóveis e vários grupos de pessoas sob um Sol quente. Conversam, observam quem chega e riem dos que não conseguem fazer o tradicional ponto de embraiagem.

Citânia de Sanfins

Por um caminho de pedra, inicio a subida para o coração do castro, que terá sido construído entre o século V a.C. e II a.C. Caminho vagarosamente nos vários arruamentos, floridos nesta altura do ano. Paro num conjunto de formações graníticas de grandes dimensões, o melhor lugar para uma visão panorâmica para vales e serras. É um lugar marcado pelo cinzento das pedras, pelo silêncio do vento e pelo preto das árvores. Há uma imensidão de floresta ardida.

Citânia de Sanfins

Existem à volta de 150 construções habitacionais circulares, com cerca de cinco metros de diâmetro. Há uma que se destaca pela dimensão e forma quadrangular, em tempos reconstruída.

Citânia de Sanfins

Não percorro os 15 hectares que este castro ocupa mas há quem o faça. Junto ao ponto geodésico, um grupo de caminhantes admira a paisagem enquanto um corredor saboreia uma banana como recompensa da meta atingida. Dezenas de pessoas circulam pelos carreiros de terra batida, entram nas casas onde antes habitaram famílias, transpõem a muralha que defendeu este povo e imaginam como seria viver aqui.

Citânia de Sanfins
Em Sanfins de Ferreira, no Museu Arqueológico da Citânia, está exposto o espólio resultante das escavações na Citânia de Sanfins.

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