23 de janeiro de 2014

Entre Toledo e Lisboa, a descoberta de Trujillo


A cerca de 45 km’s de Cáceres, Trujillo, terra natal de Francisco Pizarro e conquistador do Perú, tem um importante centro histórico a descobrir.



Diz a conhecida canção que “De Bragança a Lisboa / São 9 horas de distância” e de Toledo a Lisboa são quase 6h. De regresso a casa, pelo menos uma paragem era imperativo fazer. Com a fome a apertar, começo a ver ao longe os tons típicos das cidades espanholas. Na placa diz Trujillo: pareceu o lugar certo para uma pausa.


Rapidamente cheguei à Plaza Mayor onde estava a decorrer um evento. Parei junto de um policia e perguntei se podia estacionar ali. Explicou que não e indicou um local mais acima. Segui pelas ruas estreitas, onde circulavam muitas pessoas. Talvez por me ver procurar um lugar, houve um senhor que me fez sinal para baixar o vidro: “aquele portão é meu, pode estacionar à vontade que não vou sair”. Agradeci a inesperada cortesia.


Não demorei 20 minutos mas o mais curioso, é que quando regressei à praça, estava praticamente deserta: a música tinha parado, os autocarros ido embora e apenas circulava meia dúzia de pessoas. Eram quase 2 da tarde, hora de fecho de muitos monumentos, por isso entrei logo no primeiro: a Igreja de San Martín. Tem duas fachadas, cada uma com o seu estilo: renascentista e gótico. No seu interior existe apenas uma nave, com várias capelas laterais.



O melhor mesmo é a vista a partir da torre: de um lado, o Palácio de los Duques de San Carlos e em frente, a Plaza Mayor.



Era hora de almoço. Não tendo qualquer referência no local, dei uma volta pela praça e fiquei por aqui. Oferta não falta, quase todos servem o mesmo e os preços são equivalentes. Experimentei 3 pratos: uma salada de queijo de cabra frito com nozes e mel. Seguiu-se umas migas da Extremadura (feitas com chouriço e ovo estrelado) e para terminar, uma carne grelhada salpicada com salsa.


Claro que após uma refeição destas, é preciso andar um pouco. Trujillo não é excepção relativamente a outras cidades espanholas: à hora de almoço, não há ninguém nas ruas. A partir daqui, tudo o que vi foram portas fechadas, mas não foi impeditivo de tentar conhecer o que há. Ainda na Plaza Mayor, a estátua de Pizarro recorda que estamos na terra onde nasceu o conquistador do Perú.



A Plaza Mayor é o centro de Trujillo, tal como o foi no passado. Em redor, casas de outros tempos, como o Palácio Marqueses de Piedras Albas ou o Palácio de la Conquista. O espaço debaixo das imensas arcadas serve de esplanadas aos restaurantes e cafés.



Passando a Puerta de la Cuesta de la Sangre, sente-se o cheiro convidativo do La Alberca Asador. Algumas lojas com produtos regionais aguardam pela hora de abertura. As duas torres da Iglesia de Santa María la Mayor começam a ver-se por entre os vários edifícios. Por cima da porta da Casa-Museo de Pizarro está o escudo com as armas da família.




Tentei saber, em “portunhol”, junto de duas pessoas que passaram, a que horas abria a igreja, ao que me responderam, abrindo bem os dedos da mão direita: 5 o'clock.


Apesar de não ter nenhum mapa, Trujillo também não é muito grande, e em caso de dúvida, todas as ruas têm azulejos com a indicação do seu nome.


Ruas em Trujillo


E como a cereja vem sempre no topo, surge a Alcabaza, fortaleza construída sobre ruínas romanas, numa colina conhecida por cabeza del zorro. Aqui, o melhor mesmo é disfrutar da vista panorâmica.



A passagem por Trujillo foi breve e no momento da “siesta” mas suficientemente cativante para deixar vontade de regressar.

2 comentários:

  1. Adoro Trujillo, é pequena mas para uma visita curta é sempre interessante. E come-se muito bem sem ser demasiado caro! Gostei das fotos

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  2. Olá Marta: a minha passagem por Trujillo foi rápida e na hora menos conveniente. Mesmo assim, gostei de visitar.

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