2 de janeiro de 2014

2013 em revista


Já estamos em 2014! A cada início de ano renovam-se os (mesmos) votos, fazem-se planos, prometem-se mudanças. Talvez seja por terminar em 13 mas a verdade é que o ano que agora se finou não foi o melhor: tristezas houve, porque fazem parte, mas alegrias também, muitas delas associadas às viagens que faço e aos lugares que (re)visito.



Las Rozas Village


Logo em Janeiro, num passeio no Dia de Reis, visitei pela primeira vez o Museu de São Roque. Outras novas descobertas foram feitas ao longo do ano, como a coleção do Museu Nacional de Etnologia e os aviões no Museu do Ar, mas houve dois que me marcaram: o Museu de Portimão e o Museu Nacional de Machado de Castro. Passei o meu aniversário em Coimbra e uma das manhãs foi dedicada a um lugar onde fui algumas vezes no meu tempo de estudante: as Ruínas de Conímbriga. Foi bom constatar que não estão “paradas no tempo” e que as escavações continuam. Em breve novos lugares irão poder ser visitados. Agora classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a Alta de Coimbra está repleta de recantos cheios de histórias.


Tricana de Coimbra


Em Março realizou-se mais um Mercado Gourmet no Campo Pequeno, ao qual não faltei: entre novos sabores e outros já bem conhecidos,  os sacos vieram recheados de produtos bem portugueses. E com a abertura ao público da Fonte Monumental da Alameda, fui conhecer o interior desta obra emblemática da cidade.


Fonte Luminosa da Alameda


A Páscoa foi passada na Beira Alta, em família, que é como sabe bem. Há anos que queria conhecer a Casa de Santar, que ocupa um lugar de destaque na produção vinícola da região demarcada do Dão. Apesar da robustez das casas em pedra, as pessoas são afáveis e partilham a arte de bem receber.


Casa de Santar


Adoro visitar palácios e este  foi um ano cheio de novidades, não só porque conheci muitos palácios de Lisboa, como na vizinha Espanha. O objectivo era fazer um roteiro entre Segóvia, Madrid e Toledo, visitando os vários palácios reais espanhóis. Viajar é também deixar contagiar-me pelas novas oportunidades que surgem e mesmo não estando previsto no plano inicial, acabei por descobrir dois locais de que muito gostei: o Palácio Real de Riofrío e Trujillo, terra natal de Pizarro. Ainda houve tempo para umas compras no Las Rozas Village, que apesar das apetecíveis lojas de roupa, investi o meu tempo (e dinheiro) em artigos para a casa.


Palácio Real de Riofrío


No verão rumei ao sul para um merecido descanso num aldeamento turístico que deixou saudades. Conheci várias praias no concelho da Lagoa e fiz um passeio de barco pelas grutas marinhas, espaços naturais de beleza única, que despertam os sentidos e fomentam a imaginação.


Algar de Benagil


E foi também no verão que concretizei um sonho antigo: visitar Edimburgo. Como quem espera sempre alcança, esta viagem, ainda que low cost, não podia ter sido melhor: o choque térmico foi grande mas a cidade estava inundada de sol e de milhares de turistas atraídos pelos festivais. Foi tudo o que esperava e muito mais. Ainda fui até Glasgow onde história e modernidade co-habitam pacificamente.


Castelo de Edimburgo


Quase no fim do ano mas com o sol a fazer-se sentir, uma escapadinha retemperou as energias. Por terras onde o cavalo é rei, descobri gentes que falam com orgulho da sua história e património. Parece um lugar comum mas a verdade é que são as pessoas que dão carácter às viagens. A Golegã e Torres Novas ainda estão muito presentes na memória.


Golegâ


E como assim que se entra em Dezembro, lembra logo o Natal, fui à descoberta de tradições de outros tempos em Lisboa. O Natal é sinónimo de circo e não houve frio que demovesse quem não quis perder o Circo de Luz no Terreiro do Paço, que montou tenda na fachada do Arco da Rua Augusta.


Em 2014 espero poder continuar a conhecer novos lugares e a partilhar com os leitores deste cantinho as minhas experiências. Feliz ano novo!


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