24 de novembro de 2013

Palácio de Holyroodhouse


Num dos extremos da histórica Royal Mile, em Edimburgo, fica o Palácio de Holyroodhouse, residência oficial da monarquia britânica na Escócia.


O Palácio de Holyroodhouse faz parte dos palácios reais ingleses e sempre que não está ocupado pela Rainha, pode ser visitado pelo público em geral. Para tal, basta aceder ao site oficial, escolher a data desejada e verificar se há disponibilidade. O bilhete pode ser adquirido nesse momento, impresso e basta levá-lo no dia da visita. Foi o que fizemos.
Quando chegamos não há filas, nem para comprar bilhetes ou trocar. À entrada é-nos dado um áudio-guia em português. Ainda no exterior, começamos por ouvir acerca da construção do palácio. É muito comum ver-se pessoas de costas para a entrada: é o local de eleição para registar a visita. Entramos para o pátio quadrangular, que dá acesso às várias alas. A partir daqui, as fotografias são proibidas.


Subindo a grande escadaria, entramos na sala de jantar: a mesa está posta, o serviço é de prata e quando a Rainha está presente, senta-se ao centro, virada para o pátio. A sala do trono é usada para cerimónias oficiais, como o almoço oferecido à Ordem do Cardo.

Seguimos para um conjunto de salas outrora ocupadas pelo rei. Foi aqui que, em 1999, a Rainha nomeou Donald Dewar como Primeiro Ministro da Escócia e que recebeu o Papa Bento XVI em 2010. O antigo quarto do rei é o ponto mais importante, com uma pintura no teto, representando Hércules no Olimpo. Na grande galeria é onde acontecem os eventos de Estado. Foram aqui condecorados Sean Connery e Gordon Ramsay.
Mas o Palácio de Holyroodhouse é famoso por aqui ter habitado a Rainha Maria I (Mary, Queen of Scots). Aqui é a parte mais antiga do palácio e podem visitar-se as várias divisões que ocupou, incluindo o quarto, sala de oração e sala de jantar, onde o seu secretário foi assassinado.
A visita prossegue para a Abadia de Holyrood. Com quase 900 anos de história, foi fundada por David I da Escócia, como mosteiro agostiniano. Após o desabamento do teto no século XVIII, a abadia ficou em ruínas. Apesar do seu estado, inspirou escritores, pintores e músicos, como o caso de Mendelssohn, que compôs a Sinfonia n.º 3, Op. 56, também conhecida como a “Escocesa”, inspirado neste lugar melancólico, mas cuja beleza não se perdeu.



Terminamos nos jardins do palácio, muito bem cuidados, limpos e com uma relva verdejante. Tivemos a sorte de uns raios de sol, que ainda os tornaram mais bonitos. Do lado esquerdo da Abadia, fica a porta por onde a Rainha sai para a festa no jardim que todos os anos oferece aos seus convidados, durante a sua estadia no Palácio de Holyroodhouse.



Saindo, estamos novamente na Royal Mile. Se formos até ao outro extremo, encontraremos o Castelo de Edimburgo.

2 comentários:

  1. Obrigada Cláudia. Gostámos muito de visitar o Palácio e a Abadia. É uma visita que vale mesmo a pena.

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