26 de agosto de 2013

Museu de Portimão


Inaugurado em 2008, o Museu de Portimão está instalado na antiga fábrica de conservas “Feu Hermanos”. É lá que podemos visitar a exposição “Portimão, Território e Identidade”.

Museu de Portimão; Museus no Algarve; Museus de Portugal; Férias no Algarve

Sempre que vamos fazer férias de praia a algum lugar novo, dedicamos uma parte do tempo a conhecer o património da região. No mês de Agosto, o Museu de Portimão está aberto até às 23h e foi uma das nossas escolhas.
Na capa da brochura que nos é entregue juntamente com o bilhete, há um pequeno quadrado que diz “Prémio Museu Conselho da Europa 2010”. Damos uma rápida leitura e assim que entramos comprovamos o que suspeitávamos: estamos num dos melhores museus de Portugal. A nossa primeira impressão, apressar de sermos os únicos visitantes, é de estarmos numa sala cheia de gente, numa floresta, numa lota ou num estaleiro. Há sons que se vão intercalando, transportando-nos para os vários ambientes recriados.
Iniciamos no percurso 1 “Origem e Destino de uma Comunidade”, pelos vestígios encontrados nos Monumentos Megalíticos de Alcalar. Foi feita uma maquete que ilustra a construção do Monumento nº 7, o mais conhecido e melhor conservado de toda a necrópole.

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Dada a localização da cidade, perto do mar e banhado pelo rio Arade, seguimos para os vestígios da presença romana, islâmica e objetos usados no comércio e defesa do território.

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Associada à construção naval, outras indústrias tiveram de se desenvolver: ouvimos o serrar das árvores, o bater da construção dos barcos, o corte da cortiça para fabrico das boias das redes de pesca, o deslizar das cordas ou o fundir do ferro para as hélices dos barcos.

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Esta primeira parte termina com uma exposição de objetos pertencentes a um ilustre homem da terra,  Manuel Teixeira Gomes, Presidente da República, entre 1923 e 1925.
A segunda parte da exposição, “A Vida Industrial e o Desafio do Mar”, aborda a indústria conserveira e o seu impacto social. Quando o peixe chegava à lota, soava uma sirene e as pessoas eram “obrigadas” a vir para a fábrica, quer fosse noite ou dia. A guarda das crianças estava assegurada por uma creche existente no local.

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O peixe era trazido para o interior por uns cestos que circulavam através dum cabo. Aqui eram despejados e o peixe lavado e descabeçado.

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Após passar pela salmoura, cujos tanques são originais, o peixe era enlatado.

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O fabrico das latas, das chaves para abertura, dos fecho das latas e da impressão final também eram aqui feitas.

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Terminamos na última parte da exposição: a antiga cisterna. Como ainda falta algum tempo para fechar, sentamos e vimos o filme “O Jogo da Sardinha”, de 1946, que retrata um pouco do que acabamos de ver: todo o processo associado à conserva da sardinha, desde a pesca, ao produto final.
Quando saímos, tivemos a certeza de ter visitado um dos melhores museus de Portugal: bem estruturado, com boas legendas, painéis informativos de contextualização e verdadeiras recriações dos ambientes de trabalho e modos de vestir. Atravessamos a zona ribeirinha que estava repleta de pessoas para cá e para lá. Olhamos um para o outro e pensamos o mesmo: será que têm conhecimento do museu que existe mesmo aqui ao lado?

Rua D. Carlos I
(Antiga Fábrica de Conservas “Feu Hermanos”)
8500 – 607 Portimão

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