17 de abril de 2013

Oxford


Oxford é conhecida pela “cidade das agulhas de sonho" (city of dreaming spires), com um conjunto arquitectónico que inspirou escritores como Tolkien, Lewis Carrol ou Oscar Wilde, servindo mais recentemente de cenário para os filmes de Harry Potter.



A nossa viagem para Oxford não foi o que esperávamos. Tínhamos comprado os bilhetes previamente em Portugal e levantamo-los no dia anterior nas máquinas existentes na estação. Mas no dia da partida soubemos que os comboios estavam em greve e por isso algumas alterações tiveram de ser feitas. Sem outra alternativa, apanhámos um comboio direto para Reading e aí trocamos para outro que demorou uma eternidade a chegar. Já em Oxford, saindo da estação de comboios, o centro da cidade fica a cerca de 1km. Este percurso pode ser feito de transportes públicos ou a pé. Nós escolhemos o segundo, já que pelo caminho tínhamos algumas caixinhas do Geocaching para encontrar.
A primeira coisa a fazer é percorrer as ruas. Apesar de repleta de edifícios históricos, há muitas lojas com as últimas tendências da moda, restaurantes, livrarias e pubs. As ruas estão cheias de gente com os seus sacos de compras.

Paramos na Torre Carfax situada entre quatro ruas: St Aldate's, Cornmarket Street, Queen Street e High Street. Esta torre do século XII tem 22 metros de altura e é preciso subir os seus 99 degraus para se apreciar a vista sobre a cidade.


Estamos na mais famosa, tradicional e exclusiva cidade universitária do mundo. Aqui existem 38 faculdades (colleges), cada uma com brasão próprio, formando no seu conjunto a Universidade de Oxford. A maior de todas as faculdades é o Christ Church College, onde estudaram 13 primeiros-ministros ingleses. Mais recentemente, foi o local escolhido para filmar algumas cenas do filme do Harry Potter (sala dos troféus; o salão de jantar, do século XVI, inspirou o realizador para criar a sala das refeições e convívio dos alunos. A diferença é que esta é mais pequena e só tem 3 filas de mesas). O percurso da visita está muito bem assinalado, mas em caso de dúvida, basta perguntar aos guardiões que andam pelos corredores e que são muito fáceis de identificar: fato azul, guarda-chuva preto e chapéu de coco. Dedique algum tempo a este complexo, pois há muito para ver: o claustro, o hall, a catedral, os pátios, a biblioteca (onde trabalhou Lewis Carroll) e a galeria com cerca de 300 quadros e 2000 desenhos.

Christ Church College; Harry Potter; Oxford; Oxford Landmarks; Monuments in Oxford; Colleges of the University of Oxford

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Um dos edifícios mais emblemáticos de Oxford é a Radcliffe Camera, de forma cilíndrica e que alberga a Biblioteca de Ciências. Está rodeada por vários edifícios históricos: o Brasenose College, Divinity School e pela University Church Of St. Mary The Virgin.


Seguimos para o Magdalen College School onde do lado direito, descendo umas escadas, se pode alugar barcos para um passeio no rio Cherwell. Apesar de haver vários tipos de barcos, a nossa sugestão é escolherem o mais parecido com uma gôndola, que é conduzido por uma vara. Em dias de sol, é uma óptima oportunidade para uma vista diferente do jardim botânico e das faculdades.

Passeio de Barco no rio Cherwell; Boat Trips in Oxford; Magdalen College School; Oxford; Oxford Landmarks; Monuments in Oxford; Colleges of the University of Oxford

Vagueamos um pouco por alguns bairros à procura de mais caixinhas do Geocaching e acabamos por entrar pelas traseiras do New College. Fundado no século XIV, é dos mais antigos de Oxford e dos mais inovadores para a época: foi o primeiro a ter um “pátio” em forma quadrangular e uma casa própria para habitação do reitor. No seu interior, dois espaços importantes: a sala de jantar, com mesa posta a rigor, os tradicionais quadros nas paredes e o chão em mármore; o claustro e a capela, com o seu imponente altar, o teto em madeira e os vitrais do século XVIII com pinturas de El Greco.



A Ponte dos Suspiros (Bridge of Sighs) liga 2 edifícios da Hertford College, é um marco incontornável e o local ideal para assinalar fotograficamente a passagem por Oxford. Há sempre grupos de pessoas que esperam para conseguir o melhor ângulo.

Mas na city of dreaming spires ainda não tivemos essa visão panorâmica da cidade, por isso subimos à cúpula do Sheldonian Theatre. Há um forte cheiro a tinta e os frescos do teto estão inteiramente recuperados. A sala, de forma circular, é atualmente usada para cerimónias importantes. Iniciamos a subida para a cúpula, que ao fim de um dia a percorrer a cidade, já custa.



Terminamos na Bodleian Library, a biblioteca principal da Universidade e uma referência em todo o Reino Unido, já para não falar de que é dos edifícios mais fotografados em Oxford. Apesar de ser uma das bibliotecas de depósito legal, não permite empréstimos aos não estudantes. E como estamos num local de estudo, as visitas não são autorizadas.

O resto do dia foi passado a visitar algumas lojas e experimentar as camisolas da Universidade. Existem de todos os tamanhos e cores que possam imaginar e em geral, são imitações, e por isso mais baratas. Mas se quiserem comprar as originais, basta procurar nas lojas das faculdades ou nas mais especializadas. Não tem nada que enganar: basta olhar para a qualidade da malha, a identificação na etiqueta e o preço.

Enquanto entravamos e saíamos das lojas, percebemos uma coisa: apesar do “rés-do-chão” da cidade ser moderno e ter as últimas tendências, se olharmos para cima percebemos que recuámos alguns séculos. E não é que é uma simbiose perfeita?


Como ir: Oxford fica a 130 km’s de Londres e poderão apanhar o comboio em London Paddington. A duração da viagem varia consoante a escolha do tipo de comboio.

Onde comer: o Mercado Coberto (Covered Market)  é muito frequentado por estudantes e turistas. Aqui podem encontrar o típico bolo eccles.

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