7 de março de 2013

Versalhes


Foi com Luis XIV, o Rei-Sol, que Versalhes atingiu o auge e se converteu num magnífico domínio real para receber a corte francesa.  É dos maiores palácios do mundo e dos locais mais visitados de França.

Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Versalhes é um lugar majestoso feito para encantar. Se o objetivo for fazer uma visita completa (palácio, jardins, Grande Trianon e o Pequeno Trianon) deverá chegar logo na abertura e irá tomar-lhe o dia inteiro.

O Palácio de Versalhes


Praça de Armas; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
O acesso ao palácio é feito pela Praça de Armas, com um enorme gradeamento e portão dourado, onde o rei passava revista às tropas. Seguem-se mais três pátios: o de Honra, o Real e o de Mármore.

Pátio de Mármore; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Iniciamos a visita pelos Apartamentos de Estado (Grand Appartement du Roi e o Grand Apartment de la Reine), decorados com grande luxo: pinturas, mármores, os tecidos e as porcelanas. O acesso era só permitido a alguns e muitos cortesãos aguardavam pela oportunidade de estarem presentes no acordar ou deitar do rei.

Apartamentos de Estado; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Seguimos para o coração do palácio, a Galeria dos Espelhos (Galerie des Glaces), com mais de 73 metros de comprimento, 17 espelhos que refletem as  17 janelas e  uma vista privilegiada sobre os jardins e o Grande Canal. É uma celebração do êxito político, económico e artística da França. Era usada como lugar de passagem ou de espera para quem vinha a audiências. Serviu também para recepções diplomáticas ou festas. O Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, foi aqui assinado em 1919.

Galeria dos Espelhos; Galerie des Glaces; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Um dos espaços de visita obrigatória é o Galeria das Batalhas (Galerie des Batailles), com 120 metros de comprimento. Os 35 quadros e os 82 bustos, colocados por ordem cronológica, representam os triunfos e as grandes figuras militares da França.

Galeria das Batalhas; Galerie des Batailles; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Não devem de deixar de visitar a Capela Real, dedicada a São Luís, destacando-se o chão com mármores multi-coloridos e um monograma da coroação de Luís XIV. Foi aqui que se o realizou o casamento de Luís XVI com Maria Antonieta.

Os Jardins e o Grande Canal


Após a visita ao palácio, saímos para os jardins, que ocupam cerca de 100 hectares. Foram planeados por André Le Nôtre com base em linhas geométricas. Esqueça todas as fotos que viu e o que ouviu contar a quem já visitou. Quando começar a descer para o jardim, acredite que se vai surpreender.

Jardins de Versalhes; Les jardins de Versailles; Avenida Real; Tapis Vert; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Jardins de Versalhes; Les jardins de Versailles; Avenida Real; Tapis Vert; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Conhecer todo o espaço daqui para a frente implica caminhar bastante, mas existem comboios que o podem transportar mais cómoda e rapidamente. No entanto, quem pretender conhecer os recantos dos jardins terá mesmo de o fazer a pé.
Descendo a escadaria a seguir ao palácio, encontramos a Fonte de Latona (Bassin de Latone), inspirada nas Metamorfoses de Ovídio. A deusa do anoitecer aparece no topo protegendo os seus filhos, enquanto sapos e lagartos jorram água pela boca.
Daqui surge uma grande alameda, denominada por Avenida Real (Tapis Vert), com 335 metros de extensão e 40 metros de largura,  ladeada de estátuas, e um tapete de relva ao centro, que vai dar ao Grande Canal. Nós optámos por nos aventurar pelas laterais e descobrir os labirintos dos jardins.
A avenida termina na fonte com uma escultura em bronze do deus Apolo, a conduzir a sua quadriga, que ilustra o símbolo principal do jardim, o sol, emblema de Luís XIV.

Fonte de Apolo; Apollo fountain; Bassin d'Apolo; Jardins de Versalhes; Les jardins de Versailles; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
O Grande Canal é um lago artificial em cruz, com mais de 1km de comprimento, usado para jogos da realeza com barcos de guerra. Em 1674, Veneza enviou duas gôndolas e quatro gondoleiros, que viviam em frente ao canal, ficando esta zona conhecida por Pequena Veneza.

O Grande Trianon


Ao sairmos do Grande Canal pela direita, caminhamos cerca de 10 minutos até chegarmos ao Grande Trianon (Grand Trianon). Este palácio foi mandado construir por Luís XIV, em mármore rosado de Carrara, e era onde este se refugiava para fugir ao protocolo de Versalhes. Neste espaço privado, o rei dava concertos, festas e convidava as damas da Corte. A originalidade do edifício assenta no peristilo, um pórtico que atravessa a parte central, permitindo a passagem do pátio aos jardins.

Grande Trianon; Grand Trianon; Palácio de Versalhes; Château de Versailles;

Pequeno Trianon


Saindo do Grande Trianon, atravessamos um conjunto de diversos jardins, até chegarmos aos domínios de Maria Antonieta, onde esta vivia de forma mais livre, promovia concertos e peças de teatro e tinha os seus encontros.
O Pequeno Trianon (Petit Trianon) é um edifício de menor dimensões que os anteriores, num estilo grego, e está rodeado de bonitos jardins: o jardim francês, o botânico e o jardim das flores. O Belvedere era um pavilhão de música em forma octagonal, que fica em frente ao lago e junto às grutas. O Templo do Amor (Le Temple de l´Amour), edificado por Richard Mique, todo em mármore, destaca-se no meio do arvoredo. Como alguém dizia no local, isto era a Disneylândia da família real.

Pequeno Trianon; Petit Trianon; Belvedere; Templo do Amor; Le Temple de l´Amour;
Estávamos bastante cansados e tínhamos que andar muito para chegar à Aldeia da Rainha, inspirada nas casas da Normandia, com animais, pastores e aldeões, onde Maria Antonieta mostrava aos seus filhos como era a vida no campo. Quem tiver pernas para andar não deve perder.
Daqui voltamos até ao Grande Canal, e maravilhados com todo este espaço, continuamos a perder-nos nos jardins do lado norte, até chegarmos à Pirâmide, à Fonte do Dragão e à Fonte de Neptuno, projetada por André Le Nôtre, com 99 jatos de água que só por si formam um autêntico espetáculo. No Verão fazem diversos concertos neste espaço.

Palácio de Versalhes; Château de Versailles;
Antes de abandonarmos o palácio e os jardins, olhamos novamente para trás e é possível entender o motivo de Maria Antonieta ter “perdido” a cabeça.
Como ir: Versalhes fica a cerca de 20 km’s de Paris e a melhor forma de lá chegar é o comboio. Deverão apanhar a linha RER C e sair na estação Versailles – Château. A viagem dura cerca de 40 minutos. Quando chegarem, basta seguirem o fluxo de pessoas. No entanto, o percurso está assinalado.

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