Alhambra descende do arábico al-qala’at al-hamra, que significa castelo vermelho, foi uma base militar, administrativa e palácio real. É dos melhores exemplos do testemunho muçulmano no sul de Espanha e das atrações turísticas mais visitadas na região da Andaluzía.
A visita ao Conjunto Monumental de Alhambra começa cedo. Apesar de haver autocarros do centro da cidade de Granada, optamos por ir de carro, e após algumas tentativas mal sucedidas, acabamos por subir a colina conhecida por La Sabika e chegar ao Alhambra. Como temos os Palácios Nazaríes marcados para o meio-dia, começamos pelo Generalife. Apesar do calor, olhamos à nossa volta e há jardins por todo o lado. Não há qualquer vestígio de lixo no chão: tudo está limpo e impecável. Aqui é um bom local para uma vista sobre os palácios.

É um local bucólico, com flores, arbustos, bucho, cedros e muitos repuxos, que o tornam ainda mais fresco. Apesar da decoração do palácio em mármore e os tetos em madeira, são claramente os jardins a atração principal.


Depois da Acequia Real, entramos na medina, da qual apenas restam ruínas. Passamos pela Porta de Siete Suelos, pelo Convento de San Francisco (convertido em Parador) e pelos banhos. Não são muito grandes mas estão em bom estado, e com o calor que está, sabe mesmo bem espreitar. O sol entra pelo teto por aberturas que lembram estrelas, conferindo um jogo de luz interessante. Na Igreja de Santa Maria, construída onde era a antiga mesquita, destaca-se o altar e o andor. Atrás de nós vinha um grupo que se interrogava porque havia tanta água sempre a correr pelas ruas. Seria para lavar os pés e as mãos?
É quase meio-dia, hora da nossa visita aos Palácios Nazaríes. Colocamo-nos na fila e esperamos. Não vale a pena irem muito tempo antes do horário indicado porque só entrarão à hora certa. A ideia destes Palácios era recriar o paraíso na Terra e não é necessário ver muito para perceber que conseguiram. Ao longo da nossa visita, passamos por várias salas, pátios e jardins que no seu conjunto formam um cenário deslumbrante. A decoração espelha-se em variadíssimos pormenores, com azulejos, filigrana em pedra e incrustação decorativa.


Os vários canais de água existentes representam os quatro rios do Paraíso Islâmico. O Páteo de los Leones é o ex-libris, com uma fonte sustentada por doze leões.

Em torno deste pátio, existem 4 salas impressionantes: a dos Mocárabes, a dos Reyes, a de Dos Hermanas e a dos Abencerrajes. O teto desta última sala tem 18 metros de altura e é uma recriação do céu. Quando terminamos a visita aos Palácios, somos ainda surpreendidos por este lago belíssimo.

Seguimos para a Alcabaza, onde se tem uma vista panorâmica sobre Granada.

Pode percorrer-se a muralha e visitar as várias torres. Aqui é o lugar de excelência para quem quer ver a Serra Nevada. Terminamos a visita no Palácio Carlos V, que alberga o Museu de Belas Artes. Apesar da sua construção ter início no século XVI, só foi concluído em 1958. O claustro circular tem dezenas de colunas.

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