5 de dezembro de 2012

Uma visita ao Chiado e um jantar no Cantinho do Avillez


É Dezembro e por isso estamos oficialmente em período de Natal. A iluminação já está nas ruas, ainda que mais modesta comparativamente a outros anos.

Saímos da estação de metro na Baixa-Chiado. É sempre uma surpresa quando chegamos à superfície: nunca se sabe o que vamos encontrar. Um grupo de jovens fotografa-se animadamente, sentando-se à vez com O poeta. Aconchego o casaco e calço as luvas. O frio faz-se sentir.



Descemos pela Rua Garrett e começamos a vislumbrar as primeiras iluminações natalícias. Viramos à direita na Rua Serpa Pinto e apesar das temperaturas não serem convidativas, somos arrebatados pela surpresa de encontrar uma loja como o Quiosque das Bonecas, que é uma autêntica viagem até à infância. Questionei-me se as crianças de agora ainda se interessam por brinquedos que nos fizeram sonhar e ser felizes. A montra, decorada com muito bom gosto, é um convite ao regresso num horário diurno, de modo a conhecer o espaço.

É hora de jantar e reservamos com alguns dias de antecedência uma mesa no Cantinho do Avillez. Há muito que queriamos degustar as criações deste chef. Somos recebidos por uma cuidada relações públicas que nos conduz aos nossos lugares. A sala é mais pequena do que o esperado, com uma decoração sóbria. Percebemos desde logo que estamos num lugar cosmopolita ou não fosse a maioria dos clientes de nacionalidade estrangeira. É-nos trazido a carta, juntamente com o couvert, composto por fatias finíssimas de broa torrada, pão muito fresco, manteiga, dip de tomate e umas azeitonas. Tudo isto degustado em pratos Bordallo Pinheiro.

Optámos por não comer entradas, tendo o prato principal sido servido sem grandes demoras. Começamos por umas lascas de bacalhau, migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas, servido numa pequena assadeira em ferro da Staub. Cubos de pão embebidos em azeite, couve e feijão verde, tudo cortado com grande rigor, sob lascas de um bacalhau de excelente qualidade, em ponto de sal e cozedura perfeitos, que são ligados pela gema de um ovo que se descobre no meio destes ingredientes. A finalizar, três "azeitonas" que ao rebentarem na boca, nos inundam com o seu sabor. Seguiu-se um bife à CANTINHO acompanhado por umas batatas fritas quentinhas às rodelas, servidas num cone de alumínio.


Para sobremesa, provou-se o leite-creme de laranja e baunilha, onde se nota bem a presença das natas e da laranja. Soube a muito pouco. Já o bolo de chocolate à CANTINHO com gelado de morango é uma dose mais generosa, em que a bola (perfeita) de gelado corta o doce do chocolate.
À saída, detêmo-nos no nicho criado por Joana Astolfi e que se resume a uma seleção de peças de outros tempos, ligadas à cozinha e alimentação. Será um sítio a revisitar, não com a regularidade desejada porque não é barato, mas a qualidade do espaço, da comida e do atendimento assim merecem.


Vestimos os casaco e saímos. Voltamos à Rua Garrett e entramos nos Armazéns do Chiado, todos iluminados, onde compramos a última prenda de Natal.


Descemos a Rua do Carmo até à Praça D. Pedro IV para ver as iluminações. Há uma enorme bola de luz vermelha no centro da praça, que se pode atravessar e sentar em bancos instalados no seu interior. Muitos turistas disparam as suas máquinas...e nós também.

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